
Eduardo Spohr é o escritor do mega sucesso A Batalha do Apocalipse, participante assíduo do Nerdcast, responsável pelo blog Filosofia Nerd e ministrante do curso “Estrutura Literária – A Jornada do Herói no Cinema e na Literatura”.

Taverna do Goblin: Vamos começar com um pouco da vida de Eduardo Spohr, nos conte um pouco mais sobre você. Quem é o Eduardo Spohr fora do nerdcast? Gostos, manias, musica preferida, RPG mais jogado, enfim fale-nos um pouco sobre você.
Eduardo Spohr: Um nerd típico. Amante de RPG, literatura, quadrinhos, cinema, história, religião e mitologia. Acho que a única coisa que me diferencia do nerd médio é a minha paixão por vida saudável, malhação e artes marciais. Atualmente tenho me dedicado também às aulas, uma experiência transformadora.
TG: Na sua família sempre existiu a cultura do livro, ou ela veio mais tarde na sua vida? O RPG veio antes ou depois do gosto por livros?
ES: Meus pais liam como todo mundo. Não era nada especial. Quando eu era criança, nunca gostei muito de ler, por conta dos clássicos brasileiros e portugueses que você é obrigado a ler na escola. Nada contra os clássicos. Mas na vida tem hora pra tudo. Obrigar uma criança de 12 anos a ler “A Moreninha” é tortura.
Construí meu hábito de ler a partir do RPG, especialmente a série de livros “Crônicas de Dragonlance”. Era importante que eu conhecesse esse universo para poder mestrar. Foi então que eu entendi que a literatura tinha temas muito mais amplos do que “a corte portuguesa do século XIX”.

TG: Fale um pouco sobre a Batalha do Apocalipse. Como surgiu a idéia inicial? Seu objetivo sempre foi escrever sobre essa temática? Quanto tempo levou para a conclusão do livro?
ES: Em sempre gostei de história, religião e mitologia. Trocando em miúdos, sempre tive essa idéia de escrever uma aventura, como Star Wars, mas com anjos. Foi quando eu assisti ao filme “Anjos Rebeldes” e fiquei louco. A obra me inspirou, e eu comecei a consumir tudo sobre esse universo, especialmente os fabulosos quadrinhos da Vertigo.
Ao todo, contado pesquisa, levei dois anos para escrever “A Batalha do Apocalipse”.
TG: Quais foram as pessoas que mais influenciaram durante o projeto de criação? Em algum momento você pensou em desistir?
ES: Todos os meus amigos e familiares que jogavam RPG comigo. É tanta gente, que sinceramente não dá pra enumerar.
Nunca pensei em desistir. Se você pensar em desistir, já desistiu. “Faça ou não faça. Tentativa não há”, já diria o Yoda hehehehe.
TG: Os personagens possuem uma personalidade forte e muito bem descrita no livro, eles se assemelham a alguma pessoa real ou são completamente obras suas?
ES: São todos, pelo menos os personagens principais, baseados em pessoas reais. O artista é, acima de tudo, um observador do comportamento humano.
TG: Qual seu herói e vilão preferido na Batalha do Apocalipse?
ES: Naturalmente os personagens principais – Ablon e Apollyon. Mas gosto de todos. Cada um tem a sua característica. Um dos personagens que eu curto muito é o Gabriel, parece um elfo melancólico lamentando a perenidade do universo.

TG: A Batalha do Apocalipse se passa em muitos lugares místicos e os personagens são ricos em detalhe e historia como foi seu processo de pesquisa?
ES: Bom, eu sempre digo que o romancista tem que fazer uma pesquisa sóbria. Existe um limite até onde você deve ir. Os cenários e detalhes históricos são sempre planos de fundo, por onde caminham os personagens. Os heróis (ou o herói) são o que realmente importa numa obra de ficção. Um romance deve falar sobre questões humanas, mesmo que os personagens sejam anjos, robôs, vampiros, etc.
TG: Na pagina de referencias do antigo site de ABdA você cita diversas fontes de inspiração, inclusive Preacher, Hellblazer e Sandman fora estes quais outros quadrinhos você recomenda? Esta acompanhando algum neste momento?
ES: Infelizmente não tenho mais acompanhado muito. Gostaria de poder ler mais. Nem sei como está o mercado agora, mas na época parei porque a editora que publicava os selos da Vertigo tinha parado de lançar as revistas.
TG: O que você diria para os novos escritores que estão lutando para alcançar o sucesso como foi o com A Batalha do Apocalipse?
ES: Todo mundo tem boas idéias. Sinceramente, isso é fácil. O difícil é organizar essas idéias e ter disciplina para escrever, pôr no papel. Minha dica é que não deixem a idéia só na cabeça. Escrevam, mesmo que a coisa não fique tão boa. É errando que a gente aprende. Sem exercitar, nunca será possível chegar à perfeição que você procura. Eu tenho mais de 10 livros escritos aqui em casa, todos em cadernos. São horrorosos, mas me ajudaram a desenvolver minha técnica e meu estilo.

TG: Para concluir qual sua expectativa para o futuro? Podemos esperar novos livros com o nome de Eduardo Spohr? Existe algum projeto em andamento?
ES: Novos livros já estão em fase de planejamento. Fica aqui então um convite para todos darem um feedback sobre ABdA, mesmo que não gostem. Só assim eu vou poder melhorar e descobrir o que o meu público mais gostaria de ler, num próximo trabalho.
Ficou interessado? Quer comprar o livro? Infelizmente demorou muito o super sucesso A Batalha do Apocalipse já esgotou, mas entre na Nerdstore e clique em avise-me e torça para que o livro volte o quanto antes. Você também pode saber mais sobre A Batalha do Apocalipse e inclusive fazer o download de trechos e ouvir teasers do livro no site oficial A Batalha do Apocalipse ou conhecer mais o autor através do seu blog Filosofia Nerd.






novembro 30th, 2009 at 0:33
Boa entrevista, Goblin. Direta, sem rasgação de seda e enrolação.
Temos que valorizar e divulgar brasileiro criando. Até a próxima.
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novembro 30th, 2009 at 9:25
Muito boa a entrevista Goblin. Se tiver algum interesse em ler as entrevistas do meu site (nomes como Marcelo Cassaro, Arthur Garcia e Alexandre Nagado, entre outros) dê uma passada na seção Cultura (http://blog.sfrpg.com.br/page/Cultura.aspx)
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novembro 30th, 2009 at 10:15
Agora fiquei curioso… preciso me interar mais do universo… acho q fiquei muito tempo em criogenia, desculpem eu não conhecer o autor e sua obra, mas gostei dea entrevista e fiquei curioso para ler o livro… ando precisando voltar a ler mesmo, na real, ando precisando paorar de jogar video game e tenho que começar a fazer algo de realmente util na vida…
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dezembro 1st, 2009 at 3:53
Grande entrevista, Goblin!
Só faltou perguntar se vai ou não rolar uma adaptação no futuro do livro para RPG!
E parabéns pelo sucesso, Eduardo!
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O Goblin Reply:
dezembro 1st, 2009 at 8:38
Dark,
O RPG de #ABdA já esta sendo feito, inclusive existe uma chance de o Eduardo mestra-la na Campus Party 2010, estamos ansiosos por isso.
Abraços
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dezembro 1st, 2009 at 9:12
Muito massa a entrevista, gosto de ler pois me inspiram para criar os meus próprios livro (pelo menos dois parados), contos, cenários e quadrinhos.
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dezembro 1st, 2009 at 13:54
Parabéns pela ótima entrevista, Goblin. E parabéns a Eduardo Spohr que, com seu talento, logo estará entre os grandes nomes da literatura do país.
Abraços.
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dezembro 2nd, 2009 at 11:01
Para aqueles que ficaram interessandos em “ABdA RPG”
http://jovemnerd.ig.com.br/jovem-nerd-news/rpg/baixe-agora-a-versao-previa-do-rpg-de-a-batalha-do-apocalipse/
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agosto 10th, 2010 at 10:47
Estou muito feliz vendo um autor brasileiro se embrenhando por esse ramo da ficção.É reconfortante presenciar isso .Eu que também quero ser escritor nesse ramo “Apocalíptico”,e é bom ver com tem sido bem aceito.
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agosto 10th, 2010 at 10:49
Estou muito feliz vendo um autor brasileiro se embrenhando por esse ramo da ficção.É reconfortante presenciar isso .Eu que também quero ser escritor nesse ramo “Apocalíptico”,e é bom ver com tem sido bem aceito.ATÉ que em !!!!!!!!!!!!!!
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agosto 12th, 2010 at 21:02
Ganhei o livro da minha esposa de presente de dia dos pais. Ela me ligou perguntando qual eu mais gostaria de ganhar. Quando falou “A Batalha do Apocalipse” eu já me interessei, me disse que tinha um anjo na capa, fiquei muito curioso. Pedi pra me dizer quem era o autor, ela leu “Eduardo Spohr”, eu confesso que pensei: “Eduardo? Deve ser brasileiro, já me decepcionei com um livro sobre bárbaros de outro brasileiro, que não lembro o nome. Será que vai ir pelo mesmo caminho? Mas Spohr deve ser estrangeiro – torci.” Não que seja avesso à prata da casa, pelo contrário, sou um nacionalista fervoroso e torço para que nosso país enverede por todos os caminhos de sucesso, em todas as áreas. Porém, com uma decepção nacional que ferira meu orgulho verde e amarelo, falei pra ela comprar o que ela quisesse que eu ficaria feliz da mesma forma.
Minha sorte é que ela comprou a Batalha do Apocalipse mesmo assim.
Livro incrível que tem tomado todas minhas atenções, devoto todo meu tempo vago à ele, inclusive minha hora de almoço. O fantástico me fascina, e confesso que o gosto do autor reflete muito minhas preferências, me vejo em sua obra e o invejo por não ter a habilidade de colocar no papel com eloqüência muitas divagações que já me vieram à mente depois de inspirações como a Batalha do Apocalipse.
Um autor novo e com seu primeiro livro já encanta muita gente (pesquisei na internet).
Parabéns Eduardo! Brasileiraço e nosso mais novo orgulho literário. Meu instinto nacional se revigora contigo.
Continue e nos brinde com novas obras de seu universo sensacional.
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