
Seja uma espada em cenários de fantasia medieval ou uma pistola laser num cenário de ficção cientifica mais cedo ou mais tarde você se verá sem suas armas e nessa hora terá de improvisar. Um pedaço de madeira, um móvel quebrado, a panela na cozinha ou então a garrafa quebrada, as oportunidades são inúmeras.
Bem muito se fala sobre a descrição dos cenários, a narrativa e dicas para o mestre dar aos seus jogadores sempre a maior quantidade de informações possível sobre o ambiente, mas poucas vezes essas descrições são usadas pelos jogadores o que pode causar certa frustração em alguns mestres que levaram horas para descrever aquela cena detalhadamente.
Por isso trazemos para os jogadores algumas dicas de como se utilizar do cenário até mesmo nos momentos mais inusitados, passando do combate a hora de resolver um teste de diplomacia.
Tudo é útil
O mestre acaba de descrever a cena onde vocês estão presos num cômodo da masmorra, os moveis jogados pelos cantos denunciam que o lugar foi destruído a muito tempo, as teias de aranha tomam conta do lugar, existe um buraco na parede, pequeno mais do tamanho que uma mão certamente entraria com facilidade.
Temos aqui uma cena onde a grande parte dos jogadores simplesmente ignoraria a descrição do mestre, andariam até o buraco e enfiaram a mão para ver o que tem lá dentro, sendo preso por uma armadilha ou tendo a mão picada por uma agulha, quando poderia se utilizar de uma perna de cadeira, um amontoado de papeis ou coisa do tipo para se livrar.
Nesse momento o mestre deve ter cuidado também, simplesmente ignorar a tentativa inteligente dos jogadores com alguma historia de que se trata de uma armadilha mágica e apenas uma mão humano a ativaria é completamente sem sentido, recompense seu jogador por ter escutado sua descrição.
Lembre-se tudo, realmente tudo numa cena pode ser útil para alguma coisa, até mesmo os crânios no canto da sala podem vir a ser lançados contra inimigos ou para verificar se existe alguma coisa perigosa no caminho.
Improvisando suas armas
Após serem obrigados a fugir da prisão da cidade vizinha, finalmente vocês chegam a uma taverna segura, sem armas e com apenas alguns trocadas escondidos habilmente pelo mago dentro do bolso secreto de suas roupas, alguns copos lhe são servidos, vocês tem fome, mas não tem dinheiro para comprar comida. A garçonete traz uma tigela com alguns aperitivos. Uma briga se inicia do outro lado e logo vocês se vêem no meio de uma confusão todos possuem armas e vocês só a imaginação.

Não pense que os jogadores se encontram realmente em dificuldades, a taverna é um lugar pequeno e fechado, espadas são difíceis de empunhar e um arco seria arriscado demais, porem uma grande caneca pode servir a qualquer um com um pouco de inteligência, a tigela pode voar nos inimigos, as garrafas próximas podem servir de armas e as cadeiras como escudo.
As mesas podem ser viradas e servir como barricada para possíveis ataques utilizando os itens da Taverna e logo os aventureiros estão novamente armados e com dinheiro, alguns orcs caídos outros inconsciente e todos sem suas armas.
Testes de pericias utilizando itens do cenário
Mesmo testes simples como diplomacia, arrombar uma porta ou então descobrir informações com o ferreiro podem muito bem ser facilitados pelos itens encontrados no cenário. A filha do governador ficaria muito mais suscetível ao belo paladino com um boque de flores do que ao belo paladino de mãos abanando.
Uma porta seria facilmente arrombada utilizando um pedaço de madeira como apoio e até mesmo o martelo do ferreiro poderia simplesmente desaparecer, com uma ajuda do ladino do grupo, para que em seguida vocês aparecessem com um novo e se oferecessem a ajuda-lo, tudo isso apenas utilizando os itens disponíveis a sua volta.
Agora use sua imaginação, pense como os clérigos do deus da morte e da guerra ficariam mais suscetíveis as suas perguntas sobre os assassinatos que vêem acontecendo na cidade se antes de interrogá-los você e seus companheiros passassem no mercado da cidade e comprassem símbolos do deus da morte e da guerra?
As oportunidades são infinitas e tão belas quanto nosso querido hobby, basta colocar a imaginação para funcionar e não existiram fronteiras para o que você pode fazer com simples objetos encontrados nos cenários de jogo.






janeiro 26th, 2010 at 11:29
este é um post “jackie chan”, ehehe
ele usa de tudo como arma.
muito legal, gostei da materia.
uma sugestao q meio q se enquadra nesse tema é o uso criativo de magias
rafael´s last blog ..Livros de AD&D em miniatura
[Responder]
O Goblin Reply:
janeiro 26th, 2010 at 11:35
Cara otima sugestão e comparação.
A ideia desse texto é bem o estilo Jackie Chan de lutar e fazer filmes, pensar que voce pode usar QUALQUER COISA para lutar, arrombar portas, desativar armadilhas e qualquer outra coisa.
Sobre a sugestão pode aguardar proximo post do Goblin “Uso Criativo de Magias” e tendo outras sugestões estamos sempre aberto pra elas… O e-mail do Goblin tambem esta ai pra isso, sugestoes, criticas e qualuqer outra coisa.
Abraços
[Responder]
janeiro 28th, 2010 at 11:39
gostei da matéria jogadores gamers deveriam le-la pra saberem como agirem mais diversificadamente
[Responder]
março 15th, 2010 at 14:01
Muito bom! Normalmente eu li materias assim falando só de como usar os itens como armas, ou melhor “armas improvisadas” essa mudança de perspectiva ficou show!
Jogadores criativos são bons porque o mestre pode ser tão criativo quanto também!
[Responder]