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Parasita de Lawin

qui, fev 11, 2010

Dicas de Mestre, RPG

Os mundos de RPG, principalmente os de fantasia medieval, estão sempre repletos de desafios perigosos como monstros, magia, armadilhas, que colocam a vida dos aventureiros em risco. Porém existem inimigos muito piores e geralmente fatais que são esquecidos pelos mestres e são conhecidos como: As Pestes.

Um simples ferimento recebido em um combate pode matar um guerreiro de infecção. Isso mostra que o poder das doenças muitas vezes é muito maior que o desafio de monstros e Dungeons. Por isso iniciamos esta série quinzenal com as mais variadas doenças e parasitas.

Histórico da Doença

Muita pessoas classificariam o Parasita Lawin como uma criatura a ser combatida em ERA, mas os estudioso de doença decidiram classificá-lo como uma doença a ser combatida em potencial, pois pode-se criar uma epidemia destes parasitas, como ocorreu em 575 durante da expansão do reino Drow.

O parasita é uma criatura pequena que vive na copa das árvores da floresta negra. inicialmente seu alvo de infecção eram as criaturas humanóides moradoras da floresta. Porém com a invasão humana o parasita atingiu também esta raça.

O primeiro caso registrado da doença foi em 575 quando um grupo de exploração da expansão Mênder fazia uma ronda de rotina da floresta negra.

O Grupo não retornou ao acampamento e um novo destacamento foi enviado para encontrá-los. Também sem retorno.

O exército um pouco assustado, enviou mensageiros informando do ocorrido e magos e poderosos guerreiros especializados na floresta foram enviados para encontrar os mais de 80 homens desaparecidos na floresta.

E eles encontraram muito mais do que os homens, encontraram uma nova raça de parasita que pode dominar corpo e mente de homens e humanóides.

O parasita recebeu o nome do mago que o catalogou como uma das criaturas da floresta negra. Mas anos de discução e o parasita passou a ser considerado uma doença.

Forma de Contágio

Os parasitas de Lawin são criaturas com pouco mais de 3cm que se fixam na copa de árvores úmidas da floresta negra. Eles podem viver ali por até 20 dias, mas sua principal forma de sobrevivência é junto a um corpo humanóide inteligente.

As criaturas infestam uma árvore e aguardam a aproximação de humanóides que eles podem perceber a até 150 metros de distância, graças a padrões de sons e cheiro.

Neste momento eles emitem um ferormônio no ar que é imperceptível para os humanóides, porém os atrai inconscientemente para próximo aos parasitas.

Quando os humanóides alvos passam sob a árvore os parasitas se soltam e se fixam nos hospedeiros se movendo rapidamente para chegar a nuca. Ferrões finos como um fio de agulha penetram a pele e seguem até atingir o córtex cerebral.

É neste momento que os parasitam passam a controlar a vítima e irão atacar qualquer um que não tenha sido infectado.

Tempo de incubação: imediato após o contágio.

Sintomas e efeitos da doença

Assim que o humanóide é infectado ele passa a agir como um zumbi, sob o controle do parasita.

Os desejos básicos do infectado é se alimentar com carne, pois o parasita necessita de muita proteína e esconder-se da luz do dia. O infectado passa a sofrer de uma fobia a luz, não que a mesma lhe cause mal, mas ele passa a preferir locais escuros e úmidos.

Os infectados passam a agir em conjunto e novos parasitas surgem após 20 dias de infecção (veja em outras informações).

Os infectados se movem normalmente como antes, não afetando sua coordenação e força, porém a vontade do infectado é a vontade do parasita.

O infectado perde a capacidade de se comunicar e irá apenas grunhir e babar.

Cura

A única forma conhecida de cura é matando o parasita na base da nuca do infectado. Primeiro deve-se imobilizar o infectado em seguida deve-se coloca-lo com a nuca exposta direto a luz solar, expondo o parasita a luz do sol.

Existe 50% de chance do parasita matar a vítima após os primeiros 10 minutos de exposição. Mas isso será percebido através de sangramento no nariz. Não há como salvar a vítima após entrar neste estágio. O parasita solta uma substância letal no bulbo cerebral da mesma o que causa sua morte.

As outras 50% de chance é do parasita se soltar e mover-se para fora da luz solar, neste momento ele pode ser morto. Porém os efeitos sob o cérebro da vítima são irreversíveis e o mesmo poderá ter retardos mentais, paralisia parcial ou total de membros. Quanto mais tempo a vítima ficou infectada as chances aumentam.

Possiveis problemas causados pelo parasita:

  • Paralisia de um membro: braço ou perna e mudez.
  • Mudez e paralisia da cintura para baixo.
  • Paralisia total e mudez.
  • Retardo mental e paralisia total de membro.

Outras Informações

Os parasitas andam em grupos e irão procurar lugares úmidos e escuros, saindo apenas a noite. Muitas vezes eles se fixam em cavernas, florestas ou em lugares subterrâneos das cidades.

Um parasita irá se multiplicar a cada 20 dias que estiver no hospedeiro. Ele irá expelir pequenos ovos repleto de ar quente o que fazem o mesmo flutuar e se fixarem no teto de cavernas ou nas copas das arvores.

Os ovos eclodem em 5 dias e novos parasitas estão prontos para infectar novas vítimas. Um único parasita pode colocar até 35 ovos a cada 20 dias.

Os parasitas podem viver longe de um hospedeiro por até 20 dias antes de morrerem.

Um infectado pode viver até 2 anos, tempo de vida do parasita, que morre levando o hospedeiro consigo.

Epidemias conhecidas: Não existem grande epidemias catalogadas, já que o tempo de reprodução é lento, apesar de ser alto.

Raças afetadas: Humanóides inteligentes. Isso inclui macacos.

Agentes contaminantes: Os únicos agentes contaminantes são os próprios parasitas. Os infectados não passam o parasita para outra pessoa, porém são focos de desova de ovos que podem vir a contaminar novas pessoas desavisadas.

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Post escrito por:

Druida das Pradarias - postou um total de 4 posts na Taverna do Goblin.

RPGista desde 1994, começou com o D&D em sua primeira edição e o AD&D em inglês... nem por isso usa bengalas ainda. Tem uma longa trajetória RPGista que hoje está focada no projeto http://RPGBrasil.Org.

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3 Comentários neste post

  1. Druida das Pradarias Says:

    É isso ai galera, espero que gostem do material e comentem….

    [Responder]

  2. alvaro Says:

    cara você me fez temer com sua epidemia e claro que vou usar o mesmo com os meus jogadores,porém eu achei um pouco letal,um pouco não muito letal, tirando isso parabens post doidimais………

    [Responder]

  3. Druida das Pradarias Says:

    Teve uma aventura que um dos mestres usou o parasita e usou tão bem, que nem eu como criador, na pele de jogador percebi que o problema da cidade era causado pelos parasitas.

    Nós fomos contatados por um nobre para resgatar sua família de uma cidade que havia sido simplesmente dizimada por algo desconhecido. A cidadezinha ficava as margens da floresta e após uma expedição de caça entrar na floresta e não retornar os problemas começaram.

    Foi bem legal e só quase no final a aventura percebi que o “maldito” mestre estava usando os parasitas que eu tinha criado… hahahahahaha….

    [Responder]

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